Comunica Bem

Receita do milagre da multiplicação da XP Investimentos

Não vou discutir o conteúdo. Mas a forma como ele chegou fortemente a mim nesta semana. Há muito tempo não via uma estratégia de comunicação assim. Decidida e eficiente. Ainda que eu não assinasse a Exame, que não tivesse a prática de ir a bancas de jornal, de alguma forma eu saberia que a XP Investimentos foi a capa da revista com data de capa de 3 de agosto de 2016. A informação estava em todos os lugares. Para onde eu me virasse via lá a capa da Exame com a foto do presidente Guilherme Benchimol.

Fiz uma lista do que identifiquei (do lado de fora) como a receita de sucesso da estratégia de comunicação da XP Investimentos:

1 — Um notícia consistente — A empresa foi avaliada em R$ 3 bilhões de reais e cresceu mais de 5 vezes em 5 anos.

2 — Oportunidade — Vivemos um momento global de aversão aos grandes bancos.

3 — Uma boa estratégia para juntar a notícia à oportunidade — Construção da história, sugerir a pauta para um veículo de comunicação de maneira que fosse atraente para os leitores, treinamento do porta-vozes, coragem de convidar um ou mais jornalistas para a convenção da empresa, enfim inteligência + ousadia + investimento + estratégia. E confiança em um consultor de comunicação, by the way.

4 — Exposição espontânea — Por mais que a estratégia seja bem feita, cabe sempre ao veículo de comunicação decidir sobre publicar uma história. E entrevistar a quem quiser e orientá-la de acordo com critérios jornalísticos. E quanto mais liberdade e credibilidade tem o veículo, melhor para a reputação da empresa que está nele. Então ainda que nem tudo sejam flores, que nem todas as informações sejam dadas pela própria empresa, que concorrentes e desafetos sejam ouvidos, transparência e um pouco de opinião contrária reforçam a reputação da marca.

5 — Sucesso da estratégia — A publicação da matéria é o ápice. Apesar da estratégia, ninguém garante que ela vai funcionar. E muitas vezes não funciona. Sem o sucesso da primeira fase, nada mais seria possível. E o que torna a publicação tão importante é que trata-se da opinião de um terceiro independente sobre a empresa. E isso não tem preço.

6 — Multiplicação — A estratégia não encerra-se no seu sucesso. É preciso fazer reverberar. Ainda que a matéria da XP Investimentos tenha sido a capa da revista de economia mais importante do País, fazer com que as pessoas saibam disso demanda nova estratégia. Estamos vivendo uma era de multiatenção — as pessoas vêem poucas coisas em muitos lugares. Então é preciso usar outros canais para que as pessoas saibam que a XP foi capa da Exame!

7 — Publicidade — E agora sim é uma estratégia que envolve compra de mídia para veiculação da mensagem. Anúncios de que a XP foi capa da Exame na revista Veja, no jornal Valor Econômico, estratégia de divulgação nas redes sociais da empresa, tais como Facebook e Twitter. Não basta sair na Exame, todo mundo precisa saber disso. Não só quem lê a revista. Tudo isso parte do plano de investimento em publicidade da ordem de R$ 50 milhões anunciados em julho. Mas lembre-se — dinheiro não seria suficiente se não houvesse a publicação na Exame.

 

Moral da história

Reforço com esse episódio da XP Investimentos três crenças que carrego comigo desde que entrei para o mundo da comunicação corporativa:

1 — Mudam as ferramentas, mas os princípios de comunicação são os mesmos — A informação deve ter boa qualidade e estar disponível nos lugares onde as pessoas interessadas estão;

2 — Elogio a si próprio não tem valor –  mas de terceiro confiável o valor é imensurável;

3 — Sem estratégia não há plano, não há conteúdo relevante, não há mensuração, não há resultado — não há comunicação!

O poder do Relato Integrado e porque não se deve fazê-lo

Se você acha que tem que fazer o Relato Integrado porque é o que está na moda, já desista aí.  Mas se você enxerga no Relato Integrado uma ferramenta para apoiar a empresa a entender se o seu propósito está sendo cumprido ou até mesmo se ele – o propósito –  faz sentido no longo prazo, aí sim, abrace o Relato Integrado com todas as forças.

Outro desentendimento é de que adotar princípios do Relato Integrado “desobriga” a adoção das diretrizes da GRI.  Desobriga entre aspas, porque nada, absolutamente nada , é obrigatório. Mas não, um não abre mão do outro. São complementares e importantes nos seus papéis.

Essas são as duas dúvidas que mais respondo em reuniões, encontros, palestras, enfim, nas oportunidades que se apresentam, então imagino que sejam recorrentes.  Esse texto não é para ensinar como fazer, mas desencorajar a quem não está pronto a fazer por fazer. O processo pode provocar surpresas.

Produzir um Relato Integrado demanda pensar o modelo de negócios vigente. Dá um trabalho grande, mas executá-lo bem feito pode gerar INOVAÇÃO de fato, já que pensar no futuro é uma condição de excelência.  Não estou falando de inovação na forma do relatório, no design ou no texto, mas de inovação na empresa, em produtos, serviços, no modelo de negócios ou nas relações, já que haverá uma parada para pensar se o que se faz hoje tem chance de vingar no futuro e nos impactos gerados.

Gerenciar a produção de um Relato Integrado pode ser uma capacidade das áreas de Comunicação ou Sustentabilidade, mas ele só será bom se o exercício de pensar o negócio envolver várias áreas dentro da empresa e outras organizações que têm capacidade ou permissão para influenciar o negócio – para o bem ou para o mal.

Então, listei 8 motivos do por quê você (ou sua organização) não deve entrar nessa de Relato Integrado:

1 – Porque fazer direito dá trabalho;

2 – Porque precisa por os líderes para pensar o negócio;

3 – Porque pode ser que você enxergue que o negócio da sua empresa precisa mudar no curto ou no longo prazo, pouco ou muito;

4 – Porque colaboração é condição;

5 – Porque ouvir precisa ser uma capacidade;

6 – Porque você pode enxergar incoerências;

7 – Porque você talvez tenha que tomar uma atitude;

8 – E o pior deles, porque você pode não estar preparado para inovar.

Vai encarar?

Procuramos CLIENTES legais

Estamos com vagas abertas para CLIENTES de todos os portes que tenham o desafio de se comunicar melhor. É essencial que sejam do bem. Buscamos aqueles que queiram ser parceiros e que estejam dispostos a discutir estratégias, assim como os que já temos na casa hoje.

Esperamos dos novos CLIENTES sua contribuição para construir uma relação justa, em que demandas, prazos e honorários possam ser discutidos com transparência e equilíbrio. Também temos expectativas de que seus negócios estejam focados em gerar valor.  Pensar fora da caixa é um diferencial.

Apoiamos a diversidade e não fazemos distinção de gênero, idade, setor ou faturamento.

Se você é um cliente legal, tem demandas de comunicação e de sustentabilidade, junte-se a nós!

 

O que oferecemos:

  • – Dedicação no entendimento do negócio e do propósito
  • – Entrega da melhor estratégia x budget
  • – Parceria de negócios
  • – Excelência e visão sistêmica em comunicação
  • – Plano de Comunicação em longo prazo
  • – Preço compatível com as entregas
  • – Ah, claro, bom humor!

 

Para receber uma proposta, basta nos enviar um e-mail para novosclientes@ogui.com.br

Sobre relatórios e estratégias de sustentabilidade

Há mais de 10 anos passo a maior parte das minhas horas de trabalho de novembro a março em conversas com diretores, vice-presidentes e presidentes de empresas importantes para a economia brasileira e protagonistas de seus setores. Nelas, falamos sobre gestão empresarial, contextos econômicos e políticos, alguns temas pontuais das organizações das quais fazem parte e suas opiniões sobre eles. Em alguns anos estão mais otimistas, em outros mais cautelosos, mas, do ponto de vista de profundidade das discussões, para mim são sempre aulas de gestão e planejamento.

O objetivo principal dessas reuniões é estruturar o conteúdo de relatórios de sustentabilidade, anuais ou de atividades, mas o que mais me agrada é perceber que os resultados delas vão além do produto relatório. Os questionamentos sobre por que a empresa existe e onde ela pretende estar no futuro colocam quase sempre uma nova pulga atrás da orelha desses líderes e, não raro, impulsionam novos comportamentos e atitudes deles e de suas organizações.

Ora, estou nesses encontros porque minha primeira habilidade é produzir conteúdo e me contratam para isso. Mas, ao longo de todo esse tempo, percebo agora, estou continuamente buscando aquilo que me motivou a escolher a carreira de jornalista e a abrir a ÓGUI – transformar o mundo em um lugar melhor de se viver, com mais transparência e mais respeito às diferenças.

Quando questiono um indicador de desempenho, ou busco a inter-relação entre um dado contábil e uma ação institucional, se apresento uma opinião coletada em um grupo específico de pessoas, ou faço uma pergunta para a qual não espero resposta imediata, em todas as situações estou tentando atuar como agente de mudança e, em última análise, buscando transformar o mundo.

Esse poder questionador e perturbador do processo de construção de relatos move a mim, mas prioritariamente deveria conduzir a agenda da sustentabilidade nas empresas.  É para isso que eu trabalho.

Os relatórios de sustentabilidade têm um papel inicial de consolidar a reputação (não a comunicação) de uma empresa e ser um registro confiável de dados para apoiar a gestão. Não obstante, é o seu processo de produção que pode ajudá-las a encarar de frente os seus desafios básicos, a revelar o seu real objetivo de existir (missão, propósito, ou a palavra da vez) e a encontrar o caminho da inovação que vai levá-la de fato ao que ela quer ser no futuro. Talvez, em breve, o relatório nem exista no formato que conhecemos hoje, mas a mudança que ele provoca é irreversível.

Somando-se a esse processo o desenvolvimento da capacidade das empresas de ouvir e de dar respostas transparentes às pessoas que interagem com elas, sejam clientes, consumidores, fornecedores, governo ou comunidade, o ciclo virtuoso da estratégia de sustentabilidade, ou do planejamento estratégico, como queira, estará vivo.

TRABALHAR SEM PLANEJAMENTO CUSTA CARO

Velma Gregório

 

Medir o retorno sobre o investimento em comunicação ainda é uma ação teórica. Há indicadores que ajudam a sinalizar a direção do investimento, outros que ajudam a gerenciá-lo, contudo o real valor do retorno não pode ser mensurado ali, preto no branco, numa aritmética simples.

Por outro lado, o estrago causado pela falta de planejamento da comunicação é rapidamente detectado em prejuízos maiores que os investimentos. Por mais que seja básico, ainda é difícil fazer entender que, antes de comunicar qualquer coisa, é preciso planejar qual é a mensagem, a que público se dirige e quais são os meios que melhor engajam esses públicos com a mensagem. Eu já disse isso em Tudo é comunicação (http://ogui.com.br/site/comunica-bem), mas não me canso de repetir.

E, nesse cenário, a novidade tecnológica do mês ganha e perde espaço em uma velocidade meteórica, o sucesso ou o fracasso é atribuído à ferramenta e quase nunca ao planejamento. Um exemplo clássico de falta de planejamento é fazer promoções para novos clientes e não valorizar a carteira ativa que está ali engajada há tempos e não recebe nem um alô. Quando apenas um público é considerado, inicia-se a cadeia da insatisfação e dos gastos com gestão de crise.

Em geral, o desafio da comunicação de uma mensagem, um conceito, um tema vem acompanhado da pergunta – Como fazer para que as pessoas saibam o que eu tenho a dizer?  Vou tentar aqui ajudar a montar um planejamento simples para responder a essa dúvida:

Lista

Sugiro que no seu próximo desafio de comunicação, você cuide para que o planejamento seja o momento do projeto ao qual você dedique mais tempo e mais atenção ao seu time. Não adianta querer chegar a um destino sem traçar o caminho. Ou então você vai gastar mais.

TUDO É COMUNICAÇÃO (ou problema de)

Velma Gregório

A culpa é da comunicação. Ou da falta dela. Não importa qual seja o problema ou a sua origem. Falta água? Os governos não se comunicaram. O dólar sobe? Os mercados não conversam entre si. O valor da ação cai? A empresa não se comunicou direito. Enfim, a razão de todos os males corporativos já se sabe qual é por antecipação.

O que tem se perdido no emaranhado desse universo das relações corporativas é a capacidade de entender que gente é gente. Não importa a complexidade da tecnologia, gente precisa de insumos básicos, tais como confiança, pertinência, amizade, solidariedade, consideração.  E sem a conexão básica, a comunicação realmente vai ser um problema sempre.

Parece óbvio indicar que é preciso escolher o que dizer, para quem dizer, quando dizer e como dizer – mas não é.

Antes de escolher a tecnologia mais descolada do momento é importante voltar ao básico. Muita gente quer mais tempo com a família, com os amigos, mais qualidade de vida, um ambiente de trabalho saudável e mais amor, por favor.

Então porque andar na contracorrente das necessidades básicas das pessoas no momento de se comunicar? Porque viver reinventando a roda para não sair do lugar?  Vamos colocar a cabeça para pensar juntos em soluções mais inteligentes e próximas do que é básico e simples, do que trata gente como gente.

As ferramentas estão disponíveis para todos, basta usá-las com eficiência. Alimente com informação, engaje com propósito, desafie com metas que façam sentido. Afinal, se tudo é mesmo comunicação, ou problema de, vai ser preciso muito desprendimento para entender que o sucesso da interação está primeiro em ouvir, entender e interessar-se para só depois responder com coerência.

Você se comunica bem?

WALK THE TALK

Transformar crenças em realidade leva tempo

 Todo mundo sabe que para ter qualidade de vida é preciso equilibrar as atividades profissionais, sociais, familiares, pessoais, enfim, cada coisa deve ter seu lugar. Desde sempre acreditamos nisso aqui na ÓGUI, mas por mais que este fosse um conceito conhecido, aplicá-lo foi e é sempre um desafio. E demos um passo de cada vez.

Primeiro veio a disciplina de horário. Estranho falar sobre isso, mas em Comunicação havia um romantismo do trabalho noturno das redações, da inversão do dia com a noite, da demanda inesperada (sempre às 18h45). Então na ÓGUI decidimos sair desta prática do setor. Aqui trabalhamos, bem e muito, até às 18h. Ninguém tem culpa ou é vigiado por cumprir o seu horário. E por isso mesmo, quando é preciso ir além dele, todos sabem que é uma necessidade real e o fazem com melhor humor.

Fazer profissionais de comunicação adotarem planejamento de tempo e de rotina não é tarefa fácil pelo próprio perfil da categoria. Mas com os benefícios objetivos para quem trabalha e para quem recebe o trabalho, a missão tem dado certo. Planilhas, organizadores de tarefas, reuniões de acompanhamento de trabalho e equipe alinhada reduzem o número de horas ociosas e o desperdício de tempo.

Depois vieram as frutas. Todo dia temos frutas frescas para evitar o consumo de alimentos ricos em açúcar ou sal nos intervalos das refeições. Assim todos podem ter acesso a uma rotina mais saudável.

Por fim, o exemplo também nos comportamentos da vida fazem a diferença – a liderança tira férias, pratica exercícios físicos e tem vida após o trabalho.

Pode perguntar para clientes e funcionários se dá certo.

Porque você não tenta também?

UM POR UM

As pessoas que passaram na ÓGUI

Me lembro do nome de todas as pessoas que um dia trabalharam na ÓGUI. Mesmo aquelas que estiveram aqui só por um dia. E o que posso dizer é que, no final das contas, tenho convicção de que as melhores escolhas foram feitas quando ouvi minha intuição.

Não estou aqui falando de eficiência de métodos. Todos eles nos ajudam a entender melhor as pessoas, mas a escolha certa é quando a pessoa toca você de um jeito que você pensa – eu acredito em você.

O único lugar em que fiquei 10 anos foi na ÓGUI, porque afinal, sou a fundadora. Portanto, entendo que as pessoas estarão sempre de passagem. Por períodos longos ou curtos, não importa, um dia elas se vão. E isso não é bom nem ruim. Só é assim.

Escolhi três histórias marcantes para contar, sem minimizar a importância das outras. É que elas aconteceram em momentos importantes da ÓGUI.

A primeira pessoa que contratei, sabia que a queria antes dela terminar de falar o nome completo. Indicada por um amigo em comum, chegava em São Paulo cheia de esperança e energia. Era o início da ÓGUI. A confiança precisava ser de mão dupla. Ainda éramos apenas uma promessa. E ela confiou em nós. Um grande pacote para dar certo. E deu. E continua dando.

No meio do caminho, já com o couro curtido, como se diz em Minas, fiz proposta para uma pessoa que tinha sido ex-cliente, um ano atrás e que estava no mercado. Tinha plena convicção que de que ela era muita areia para o nosso caminhão. Mas ela topou vir e foi a pessoa que mais me fez crescer nesses 10 anos. Me empurrando com a força da sinceridade. A ÓGUI passou por momentos difíceis também e ela teve que ir. Trabalho para ver o dia em que terei outra oportunidade como essa.

Agora, a terceira história é a de que hoje tenho uma equipe que escolhi considerando minha intuição. Eu acho que tem dado certo. E espero que ela tenha a mesma opinião.

PROTAGONISMO DE BASTIDOR

O holofote é do cliente

Em 10 anos, a ÓGUI muitas vezes foi protagonista de bastidor. Fizemos acontecer eventos importantes, orientamos discursos de vários líderes nacionais e internacionais, construímos estratégias de comunicação que se transformaram em novos negócios, produzimos conteúdo para debates transformadores, mas sempre conscientes de que o holofote deve ficar no cliente.

Eu costumo dizer que cinco minutos com os presidentes das grandes corporações valem por MBAs completos. Mas assim como em qualquer trabalho, esse negócio vai ficando tão comum que às vezes perdemos a noção da importância de conviver com grandes líderes que fazem a história do País.

Parece tudo perfeito e grandioso. Mas o protagonismo de bastidor do mundo real vai muito além da discussão de grandes temas e ideias. Ele passa por detalhes que diminuem as formalidades e humanizam as relações. Em 10 anos, foram várias as vezes que tivemos de resolver pequenas questões inusitadas, afinal, quem quer que seu cliente se apresente com mau hálito, caspas nos ombros, meia-calça furada, gola torta ou outro detalhezinho que chame mais atenção que sua fala, ação ou evento?

Agora, vai você falar isso…

É difícil, mas os agradecimentos são bem mais calorosos e, no geral, constroem a memória dessa relação.

A FORÇA DAS CONEXÕES

A vida por trás da marca.

Quando a decisão de criar a OG Comunicação Empresarial foi tomada, acho que eu não tinha a ideia clara do que é empreender. Ainda bem, porque talvez se soubesse de tudo não teria ousado.

O capital inicial da empresa foi equivalente ao investimento em dois computadores. O resto foi mão na massa e ajuda dos amigos.

A primeira sede da ÓGUI foi muito sofisticada para sua real condição financeira. Conseguimos nos instalar num prédio de escritórios novo, na rua Macuco, em Moema, cheio de novas tecnologias. A realização deste sonho só foi possível porque, antes de empreender, construí boas relações.

A também empreendedora Roberta Rubaudo nos cedeu gentilmente a sala e todos os móveis que utilizamos. Só pagávamos o condomínio. Em nossos primeiros seis meses de vida pudemos receber bem nossos clientes e demonstrar que nascemos com capacidade de superar limites. E a Roberta continua por perto.

De Moema, passamos pela Vila Madalena e já há oito anos estamos neste mesmo prédio em Pinheiros. Primeiro no segundo andar, e hoje no 18o,, um duplex decorado com a nossa cara. Para vir para cá os amigos também deram uma força – literalmente. Móveis, caixas, papéis e badulaques e memórias foram trazidos por eles em seus carros, ombros, braços e coração.

Sem Andrea Cabral, Débora Poli, Eliana Paschoalin, Gabriella Esper, João Carlos Botelho, Marco Antinossi, Marcos Paulo Morales, Marta Lawson CirneLima, Mauricio Martelini, Paula Maia, Ricardo Gaspari (perdão se me esqueci de alguém), a ÓGUI não teria tanta história.

É Pique!

Este ano completamos 10 anos e convidamos a todos para comemorar conosco! E adoramos fazer aniversário! O primeiro, o quinto ou todos os outros até agora, não importa. Mas 10 anos é uma data especial, nos dá orgulho de olhar para trás e enxergar o que conquistamos, e a certeza de que todo o trabalho e esforço não foram em vão.

Nesse tempo tivemos que nos reinventar constantemente, e aprendemos que isso é parte essencial do amadurecimento de qualquer negócio, assim como pensar estrategicamente. Confiar em pessoas e processos simples e desenvolver um trabalho em que acreditamos, que edifica e colabora para o bem foram os valores que nos trouxeram até aqui. Temos orgulho disso!

São tantas histórias para contar e muita gente que esteve conosco pela ÓGUI para abraçar nessa festa. Por isso, resolvemos dividir um pouco de toda a nossa gratidão em histórias e experiências. Esperamos que aproveitem e possam brindar conosco!